24 ago
2012
Posted in: Dia a dia
By André Jun    1 Comment

Lendo, picoto e reconstruo

Pois hoje estava a conversar com uma amiga e discutíamos esse pequeno enorme problema que aflige o pessoal da comunicação — gostar de muitas coisas e querer experimentar tudo parecendo que, ao mesmo tempo, não gosta de nada.

Engraçado que nesta mesma semana deparei-me com um aluno de Audiovisual da ECA e ele me dizia que tinha dificuldade em compreender a ele mesmo. Daí eu respondi dizendo que “a gente é assim mesmo porque não somos duros como engenheiros ou precisos como médicos ou advogados, e por conta disso fica mais fácil se perder nessa vida”. E não é assim? Tudo bem que um engenheiro ainda pode escolher entre mecânica, elétrica ou… sei lá… naval? Mas ainda há certa ligação. Esse povo de comunicação tá perdido porque quem trabalha com comunicação olha para tudo o tempo todo. Absorve muito.

Então, voltando, falava com essa amiga e dizia que até para ler a coisa se complica. Leio vários livros ao mesmo tempo, pois acho que me canso um pouco de ler aquela mesma coisa ininterruptamente. Logicamente, isso também acontece — às vezes encontro um livro que realmente me prende a atenção e (pronto!) começo a ler com mais interesse e velocidade. Entretanto, na maioria das vezes a coisa é lenda e picotada.

Eu iria arriscar e dizer que essa leitura picotada é ruim, mas cá entre nós seria uma bobagem. Existe uma certa retomada mental de um texto no outro enquanto faço essas imbricações de leitura. É… um texto conversa com outro. E logicamente não têm a princípio relação entre si. O primeiro livro é o volume I de Crônicas de Gelo e Fogo, o segundo, algum livro do Chartier. O terceiro livro é provavelmente algum PLT. O quarto deve ser o Benkler.

Leio, leio. Picoto, picoto. Reconstruo.

1 Comment

  • Esta parte do “gostar de muitas coisas e querer experimentar tudo parecendo que, ao mesmo tempo, não gosta de nada”, acho que não seja apenas característica do pessoal de comunicação. rsrs
    Mas, ler 4 livros ao mesmo tempo, é bem provável que seja! Pelo menos eu não alcancei ainda este nível avançado da proeza.
    Eu passo por aqui e me atento ao conteúdo e a forma como ele foi construído. Esse papo de editor, as vezes eu não entendo, mas a maneira como constrói os textos é “massa”!
    Faz a gente se sentir em casa.
    E esse lance de ler, picotar e reconstruir… dá uma sensação de liberdade!

So, what do you think?